Leiga missionária, Fernanda de Cássia, fala sobre sua expectativa para a missão em Pemba, na África


Data da Postagem: 20 de Dezembro de 2017

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O Ano Nacional do Laicato vem valorizando ainda mais a importância dos leigos e leigas na ação evangelizadora da Igreja no Brasil.  Foi com este intuito que a leiga missionária Fernanda de Cássia Leal (foto), da diocese de Mogi das Cruzes (SP), vai ser enviada pelo Projeto de Ação Missionária e cooperação Intereclesial na África, mantido pelo Regional Sul 1.  A jovem vai se juntar com um grupo de missionários, entre padres, diáconos, religiosos/as, leigas e leigos, onde serão enviados em março do próximo ano para a Diocese de Pemba, em Moçambique, na África. Confira o que ela escreveu ao Regional Sul 1 da CNBB.

“A quem iremos Senhor? Tu tens palavra de vida eterna”. (Jo 6, 68)

Nesses tempos de individualismo e ódio, Cristo nos convida a sermos anunciadores da esperança. Desde o ventre materno, Deus nos chama à missão e na Crisma somos enviados por Cristo e impulsionados pelo seu Espirito a respondermos esse chamado com o amor de nossas vidas. “Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você fosse dado à luz, eu o consagrei, para fazer de você profeta das nações” (Jer 1, 5)

Diante disso vejo o apelo da Igreja feito por meio do Papa Francisco que nos exorta a sermos uma igreja em saída, que não se fecha em si, mas que atendendo ao chamado Cristo, caminha para as periferias geográficas e existenciais. Em 2013 na Jornada Mundial da Juventude o Papa Francisco dizia “Quero que a igreja saia às ruas, quero que nos defendamos de tudo que seja mundanismo, do que seja instalação, do que seja comodidade, do que seja clericalismo, do que seja estar fechados em nós mesmo.”

Diante disso, com grande alegria fui informada sobre a Missão Ad gentes Pemba – Moçambique, promovida pela CNBB Regional Sul 1 e que muito me alegrou o coração descobrir que é aberta para leigos, mostrando uma igreja que se abre, que atende ao apelo de Cristo.

Desde muito jovem sinto uma chama que arde no meu coração e me convida a dar um passo à mais frente a realidade deste mundo, então diante da informação recebida a respeito da Missão, senti uma ansiedade e um desejo enorme de poder ajudar com a minha vida.

Participo desde criança na Comunidade Nossa Senhora Rosa Mística – Paróquia São Maximiliano Kolbe em Mogi das Cruzes que é acompanhada pela Ordem dos Frades Menores Conventuais. E é com a grande ajuda dos freis que venho realizando esse discernimento missionário. Por meio de orientações, formações e encontros de espiritualidade que dentro do carisma de Francisco de Assis nos mostra a importância do despojar-se e doar-se.

Ser missionário não se trata de possuir uma espiritualidade mais elevada, nem tão pouco, de ser “salvador” ou “herói”, mas de saber colocar-se à disposição, oferecer a vida em oferta, para que sejamos alento e sinal da esperança que vem Cristo, na vida de quem passa por nós.

O intercâmbio que a missão nos oferece é enriquecedor. A transformação que sofremos no encontro com o outro e a mão amiga do missionário que se estende a quem clama por amor, faz com que como irmão vivamos o Reino de Deus que começa aqui.

Papa Francisco em 2013 disse “A partir do testemunho de alegria e serviço de você (jovens), façam florescer a civilização do amor”. Mesmo os medos, as angústias não são capazes de impedir a resposta ao chamado que vem de Deus, por isso eu confio “Coloquem na mão de Deus qualquer preocupação, pois Ele é quem cuida de vocês” (1Pe 5, 7) e com alegria respondo: “Eis-me aqui” (Is 6, 8).

Fernanda de Cássia Leal